Texto de Nirlando Beirão publicada em Carta Capital em 12 de junho de 2019.
https://www.cartacapital.com.br/sociedade/os-indigenas-alertaram-o-governo-se-prepara-para-dizimar-a-natureza/?fbclid=IwAR1oz_IfcY_cOLlK4cUWNhlb3zhXZvlV2LcnFSYt_iJRIAgm5t9X1VBzHTY
terça-feira, 30 de julho de 2019
segunda-feira, 10 de junho de 2019
Holocausto ecológico do bolsonarismo
Clique aqui para acessar o artigo completo:
É urgente combater o plano de holocausto ecológico do bolsonarismo
É urgente combater o plano de holocausto ecológico do bolsonarismo
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019
OPINIÃO: Boaventura Sousa Santos – Opinião: A Nova Guerra Fria e a Venezuela in Público 6-2-2019
segunda-feira, 28 de janeiro de 2019
quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
Entrevista: Carlos Roberto Jamil Cury
O Ensino Médio sempre foi a pedra de toque da desigualdade social expressa na desigualdade educacional
Era quase o apagar das luzes quando o governo Temer finalmente fechou um pacote de reformas na educação brasileira. Já estávamos em 4 de dezembro quando o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou a Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio (BNCC). Dez dias depois, o Ministério da Educação homologou. De um lado, era o que faltava para completar o conjunto de documentos que vão subsidiar o currículo no âmbito da educação básica, já que as BNCC da educação infantil e do ensino fundamental tinham sido aprovadas em abril do ano anterior. De outro, era também o que faltava para concluir um ‘pacote’ de mudanças no ensino médio brasileiro: primeiro veio a reforma, transformada em lei em fevereiro de 2017, depois as novas Diretrizes Curriculares desse segmento educacional, aprovadas pelo CNE também no final de 2018 e, por fim, a própria BNCC. Foi um processo crítico, do começo ao fim. E a principal ‘denúncia’ foi a pouca participação da sociedade: a reforma do ensino médio surgiu por meio de Medida Provisória; as diretrizes foram aprovadas depois de apenas 21 dias de consulta pública; e a BNCC, cujo texto foi proposto pelo MEC, nasceu sob a acusação de ter, inclusive, ignorado as contribuições das poucas audiências públicas realizadas. Um dos críticos desse processo – e do seu resultado – é Carlos Roberto Jamil Cury, professor da Universidade Federal de Minas Gerais e da PUC-MG, pesquisador da educação e ex-integrante do CNE. Nesta entrevista, ele justifica a necessidade de uma Base como ferramenta que reforça a cidadania e a nacionalidade. Mas alerta: defender uma Base não quer dizer defender esta Base.
Para ler a entrevista completa, acesse:
terça-feira, 4 de setembro de 2018
LUTO MUSEU NACIONAL DO RIO DE JANEIRO
É lamentável o que ocorreu dia 02/09/2018 no Museu Nacional do Rio de Janeiro.
O fogo consumiu 200 anos de história, ciência, arte, conhecimentos que não serão recuperados. Um país que não preserva seu passado, sua história pode esperar o que do futuro?
Conforme a postagem de Gregório Duvivier 'queimar era uma delícia'. " Que distopia perfeita o Brasil. O próprio nome já remete à brasa. A gente queima coisa demais para ser por acaso. Queima museu queima teatro queima floresta queima índio queima morador de rua. Incêndio por aqui é um plano de governo, uma ideologia, um legado, uma promessa de campanha, um projeto de país. Foram 518 anos de queima de arquivo. Isso aqui ainda vai virar um pasto. Só gado e soja e segurança armado e uns drone tacando veneno".
É muito triste ler essa análise do apresentador Duvivier, porém é a triste história da realidade brasileira. O incêndio no Museu Nacional me parece algo bastante simbólico nesse contexto turbulento, a qual estamos vivendo. O fogo simboliza os cortes sistemáticos e o sucateamento a qual passa a educação, a cultura, a ciência no país. Sem falar na água que faltou... Tragédia há tempos anunciada. Tempos de escassez que se vislumbram para o futuro... escassez de memória, educação, cultura, história, pesquisa, hídrica e entre tantas outras...
O fogo que consome simboliza um projeto de país, PEC 95, simboliza o descaso com a história do nosso país, nosso passado, parece-me que quase ninguém quer lembrar de onde viemos, quem estava, quem chegou?
Perdeu-se tudo, não é apenas 200 anos de história, mas milhões de anos... perdeu-se Luzia! E mais quantas Luzias?
A maior biblioteca de antropologia da América Latina, a qual pretendia consultar para minha pesquisa de doutorado, foi reduzida a cinzas... Colocamos fim a nossa história.
Perdeu-se: "[...] E ainda mais ínfimo considerando-se as múmias andinas, a sala com mobiliário do Império, as muitas bases de dados, os registros de idiomas de povos que não mais existem - 'tudo destruído' [...]".
O incêndio no Museu, é o fim da nossa história que anda de mãos dadas com um projeto de destruição do país. Situação que nos remonta a lembrar os primórdios de nossa história, quando o colonizador ocupava um país, queimavam tudo, botavam tudo abaixo, como uma maneira de apagar a memória dos povos conquistados e instalar um marco fundador de um novo período, de um novo governante. Vemos isso na história do Brasil, vi isso no Peru, Bolívia... enfim, não conheço toda a América Latina e África, mas penso que se aplicou dessa prática em toda extensão do "Sul global".
Perdeu-se: "[...] E ainda mais ínfimo considerando-se as múmias andinas, a sala com mobiliário do Império, as muitas bases de dados, os registros de idiomas de povos que não mais existem - 'tudo destruído' [...]".
O incêndio no Museu, é o fim da nossa história que anda de mãos dadas com um projeto de destruição do país. Situação que nos remonta a lembrar os primórdios de nossa história, quando o colonizador ocupava um país, queimavam tudo, botavam tudo abaixo, como uma maneira de apagar a memória dos povos conquistados e instalar um marco fundador de um novo período, de um novo governante. Vemos isso na história do Brasil, vi isso no Peru, Bolívia... enfim, não conheço toda a América Latina e África, mas penso que se aplicou dessa prática em toda extensão do "Sul global".
O fogo que queimou o Museu Nacional não foi intencional, em seu sentido literal. Não precisou. Deixou-se que ele fosse consumido pouco a pouco, como resultado do corte de orçamentos de um "conquistador ilegítimo" que impõe, por fim, seu marco fundador de tempos terríveis.
Enfim, me resta esperar e torcer que das próximas eleições o tal do "gigante" realmente acorde e perceba tudo que está acontecendo nesse país. Parte desta nota pública da Comissão de Cultura da Câmara Municipal do Rio de Janeiro explica brevemente alguns dos nossos recentes acontecimentos... vale a pena a leitura!
NOTA PÚBLICA
A Comissão de Cultura da Câmara Municipal do Rio de Janeiro lamenta profundamente a tragédia que ontem, 02/09, consumiu todo o rico e milenar acervo do Museu Nacional da UFRJ, na Quinta da Boa Vista. Em tudo, este foi um incêndio criminoso, por ser uma consequência do descaso do governo Temer com a Educação, a Cultura, a Memória, a Ciência, a Pesquisa, a História e o Patrimônio do povo brasileiro. Não foi um acidente, uma fatalidade, porque foi causado por um projeto que, desde o golpe, vem destruindo o Brasil.
Assim, responsabilizamos diretamente o governo Temer e os apoiadores da Emenda Constitucional 95, que congelou por 20 anos os investimentos da União; responsabilizamos ainda o governo federal pelo maior corte histórico de verbas destinadas ao Museu, reduzidas em 85%, neste ano de 2018; responsabilizamos também o governo do estado do Rio de Janeiro, pela inacreditável demora de mais de quatro horas para regularizar o fornecimento de água na área onde fica o prédio, prejudicando gravemente o combate ao incêndio.
A destruição do acervo do Museu Nacional é uma perda imensurável para a cidade e o estado do Rio de Janeiro, para o Brasil e para toda a humanidade. Exigimos que as investigações sejam feitas de maneira autônoma, sem interferências dos Ministérios da Educação e da Cultura, aos quais não reconhecemos legitimidade.
Manifestamos a nossa solidariedade aos profissionais da UFRJ e, especialmente aos do Museu Nacional, cujas histórias pessoais e profissionais também foram vítimas das chamas.
Rio de Janeiro, 3 de setembro de 2018
Reimont - presidente da Comissão de Cultura
Tarcísio Motta - vice-presidente
Para saber mais e lembrar deste terrível dia que marca a semana da nossa pátria, ler:
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/03/politica/1535932675_816618.html?id_externo_rsoc=FB_BR_CMhttps://projetocolabora.com.br/cultura/quantas-luzias-serao-perdidas-indaga-pesquisadora/
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45398164?utm_source=Colabora&utm_campaign=9f38032cdd-EMAIL_CAMPAIGN_2018_09_03_09_46&utm_medium=email&utm_term=0_7b4d6ea50c-9f38032cdd-413647237
sexta-feira, 17 de agosto de 2018
terça-feira, 14 de agosto de 2018
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
Humanos colocam em perigo um terço das reservas naturais da Terra
Hoje, 1 de agosto, é a data que marca o esgotamento do planeta, incapaz de regenerar os recursos naturais que a população mundial consumiu em 2018. E três quartos dos países têm pelo menos 50% de suas áreas protegidas afetadas pela exploração de minérios, as estradas e a agricultura.
Para ler mais, clique aqui:
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/07/25/actualidad/1532520582_575473.html?utm_source=Colabora&utm_campaign=b0407b0eaa-EMAIL_CAMPAIGN_2018_08_01_11_32&utm_medium=email&utm_term=0_7b4d6ea50c-b0407b0eaa-413647237
quinta-feira, 5 de julho de 2018
O Brasil precisa virar o jogo do CO2
Desmatamento e pecuária colocam o país nas quartas de final da Copa das Emissões

Visão aérea do desmatamento na Amazônia, próximo de Oriximiná, no Pará. Foto: Raphael Alves/AFP
Para ler a matéria de José Eduardo Mendonça, publicada em 03 de julho de 2018, chique aqui:
Brasil será “paraíso dos agrotóxicos”, diz pesquisador
Brasil será “paraíso dos agrotóxicos”, diz pesquisador: Para Fernando Carneiro, da Fiocruz, deixar o registro de novos produtos a cargo de Ministério da Agricultura, como prevê projeto de lei, representa perigo para a população brasileira
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